Como e quando se originou a vida? A origem da vida e a história da vida.

Qual a origem da vida? Como se originou a vida e quando isso ocorreu?

Um dos problemas que, desde sempre, mais tem intrigado os pensadores é o da origem da vida, da data e do lugar do seu início, assim como dos processos que  presidiram a esse acontecimento. Tal problema é, pela sua própria natureza, insolúvel, mas estudá-lo é apaixonante e as especulações a que pode conduzir nem sempre
são vas.

Os filósofos antigos acreditavam implicitamente na existência de uma força plástica inerente à essência da própria matéria. Conheciam muito bem os restos de seres  que viveram outrora, se petrificaram e fossilizaram, mas supunham então que esses objectos tinham sido formados no solo ou nas rochas, em virtude da nossa força
plástica dos animais vivos e que, em vez de se terem libertado da ganga mineral e tomado lugar entre as coisas realmente vivas, haviam ficado aprisionados, sob a  forma de pedras, nas suas cidadelas subterrâneas.

Físicos do séc. XIX, emitiram a hipótese de que o germe original da vida terrestre, qualquer que fosse, teria vindo ao nosso planeta transportado por um meteorito,  ou mesmo tê-lo-iam trazido as asas invisíveis da energia luminosa, essa força solar que faz girar como cata-vento o radiómetro de Crookes.

Quando retrocedemos no tempo sobre os vestígios dos fósseis, passamos da era do Homem à dos Mamíferos e desta àquela em que as formas dominantes eram todas reptilianas;  depois, atravessamos a era dos Batráquios e encontramos, para lá da época da conquista e ocupação das terras pelos seres vivos, a era dos Peixes e dos Invertebrados marinhos.

Podemos, assim, reconstruir a história da vida nos mares quase até ao começo dos tempos geológicos, a era em que as formas mais primitivas se limitavam  a simples animais aquáticos sem concha, semelhantes aos Protozoários actuais e às algas microscópicas.

historia da vida

Uma visão retrospectiva do passado mostrar-nos-á a Terra antes da vida aparecer. Os mares, a atmosfera saturada de gases, a terra escaldante, fornecem-nos um quadro  rico de substâncias químicas em plena laboração, sobretudo o carbono, o cálcio, o fósforo e seus compostos. Ora, sabemos que as combustões químicas são favorecidas  quando dois ou três elementos distintos se encontram estreitamente associados – estando a terra sólida, os mares líquidos e a atmosfera gasosa -, sobretudo sob a  influência do calor e talvez dos raios solares ultravioletas.

É possível que, em momento particularmente favorável, uma substância catalisadora (isto é, um elemento  que provoca ao fulminante ou activa um processo sem nele tomar verdadeiramente parte, qualquer coisa comparável ao fulminante que faz partir a bala) tenha posto  em marcha a operação química primordial de que resultou, sem dúvida, uma pequena escuna acinzentada sobre a água.

Pela sua própria natureza, cada gotícula que a  compunha devia ser como uma bola, a sua superfície externa seria ténue, mas coerente (como a das numerosas substâncias químicas não vivas) e seria permeável à água  e ao ar, e, que mais importante acima de tudo, aos raios solares. Tal era certamente a primeira gota de vida, uma gotícula destinada a crescer, e, em virtude das  leis físicas da sua forma específica, a dividir-se desde que tivesse atingido um certo volume limite.

O tempo ia cuidar do resto da sua elaboração, e nisso a ciência não descortina nenhuma dificuldade.
É quase certo que perto de um bilião de anos havia transcorrido antes que a pequenina gota primitiva se transformasse na forma viva mais simples que actualmente  nós conhecemos.

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